sexta-feira, 24 de junho de 2011

Alienação

Começo este POST com uma pergunta: Será que sou ALIENADO?
Não costumo escrever muito por aqui, porém ultimamente tenho repensado minha prática e tudo que almejo dentro de minha Profissão.
Sem rodeios, vamos ao grande problema, durante minha graduação eu escutei diversos comentários a respeito de minha personalidade e meu posicionamento, por exemplo um Professor me disse que eu sou arrogante, que não aceito opinião daqueles que possuem mais títulos que eu, outro comentário de outro Professor é que eu preciso ser humilde, ainda houve outro momento em que fui chamado de alienado...
Acho que não vem ao caso, mas a discussão de cada fala me leva a outro ponto, assumi uma postura antes de ingressar no curso que seria ser um bom profissional e tratar a área em sua totalidade.
Estudei biodinâmica em boa parte do curso, sendo que por isso acabei deixando as questões pedagógicas um pouco abandonadas no curso, hoje percebo o quanto eu perdi e quanto isso se faz necessário em minha prática.
Ao concluir minha pesquisa dentro da biodinâmica, passei a estudar mais as questões pedagógicas da Educação Física, sendo que essa proposta me aproxima mais do que como eu quero ser como Professor, mas assim como a biodinâmica me deu o título de arrogante, a pedagogia me deu o título de alienado...
Engraçado que minha alienação era exatamente na biodinâmica, sendo que tal título surgiu exatamente da biodinâmica...
Hoje não consigo me ver como um pesquisador, tudo isso me causou muito estresse, e o que mais me deixa incomodado são os discursos, e o pior deles é exatamente “Vocês precisam ver a Educação Física em seu NOMUS”...
Será que esse tal de NOMUS da Educação Física está em estudar biodinâmica ou pedagogia?
Acredito que não, porque para este NOMUS não há dicotomia, se a “filosofia holística” diz que somos Seres Únicos, como é possível eu dividí-lo em fisiológico ou psicossocial?
Cheguei ao ponto de ficar tão incomodado com discursos que estão mais para teoria e prática do que para PRAXIS...
Dessa forma, prefiro tentar ser um bom professor, não reclamar do meu salário e das condições quem que estou atuando, embora isso me deixe insatisfeito muitas vezes... cada vez mais me afastando de ser um pesquisador, até mesmo porque não quero ser enfeite de prateleiras academicamente falando.
Cheguei ao ponto de começar a fazer diferença para os meus alunos, o caminho que planejei fazer a 5 anos atrás para tingir meu objetivo não é mais o mesmo, porém estou dando continuidade no objetivo por outras trilhas, as vezes com muito espinho, outras vezes o terreno é acidentado, com muitas pedras, vários buracos, mas há riachos para me refrescar.
Com isso, para aqueles que irão ler, eu digo que este ser Arrogante e Alienado não importa-se com isso, mas importa-se sim de fazer com que seus alunos sejam felizes em suas aulas, que sua postura seja a mesma defendendo aquilo que estudou e o que acredita, até mesmo porque nesse momento os títulos não importam para meus alunos, e a essa altura nem mesmo para mim!!!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A Prática é bem diferente na Teoria

Depois de alguns meses eu voltei.... agora o que me atormenta é a atuação....
Escutei diversas teorias durante a graduação, e agora, como Profissional de Educação Física formado e atuando com crianças de 6 a 14 anos vejo que tudo isso que escutei, boa parte é bem diferente na prática.
Desde o início quando decidi ingressar em um curso de formação superior tinha algo em vista, trabalhar com crianças ou idosos, mas não com adolescentes.... hoje percebo que não tenho vocação alguma para atuar com adolescentes, embora tenha me empenhado em meus estudos sobre tal faixa etária.
Tenho dado aulas em três turmas, uma turma de 6 a 8 anos (a energia e sorriso dessa turminha me encanta), uma turma de 9 a 11 anos (a forma de resolverem problemas me faz querer estudar cada vez mais inteligências multiplas) e a turma de 12 a 14 (que não quer nada da vida quando chegam em minha aula).
Em minhas aulas para turma de 6 a 8 anos tenho trabalhado habilidades motoras básicas por meio de brincadeiras ensinando movimentos de ginástica artística, algumas brincadeiras que trabalhem atenção e tempo de reação, tudo embasado na teoria das inteligências múltiplas... tem dado certo e consigo manter a motivação da turminha durante os 60 minutos de aula.
Com a turma de 9 a 11 anos tenho trabalhado iniciação esportiva a pedido do Instituto, como não há muito material, tenho adaptado as aulas com o que tenho para permitir a vivência no maior número de modalidades esportivas possível para que aumente a vivência motora dessas crianças, as aulas fluem bem e consigo permitir que eles brinquem no final da aula apenas vivenciando o que aprenderam no dia.
O grande problema está relacionado a turma de 12 a 14 anos porque não querem fazer nada além de jogar futsal... a pedido do Instituto, essa turma precisa trabalhar modalidades específicas porque participam de uma olímpiada todos os anos, tenho trabalhado melhora das funções cadiovasculares e cardiorrespiratórias, assim como controle de corpo, posicionamento, manuseio e manejo de bola, pois todas as modalidades esportivas das olimpíadas são com bola, porém não consigo chegar até essa turma, e não é pelo fato de não ter afinidade com as questões de adolescencia, mas sim porque é uma turma difícil, que não se interessa por nada, não se abrem, não querem ter contato com nada do que é desenvolvido para eles.
Tentei tudo que está escrito na literatura que tive acesso, acabei tendo que tomar uma decisão que vai contra o que acredito, mas que naquela turma é o que funciona, uma postura mais dura, mais rigorosa.... parece que está começando a dar certo....
Mas volto a dizer.... na Prática a Teoria é totalmente diferente....

domingo, 10 de outubro de 2010

Pesquisas em Educação Física

Caros Amantes de Educação Física,

      Não poderia de iniciar meu Blog com um desabafo.
     Na última Sexta-Feira dia 08 de Outubro de 2010, fiz uma apresentação de tema livre no XXXIII Simpósio Internacional de Ciências do Esporte referente a uma pesquisa na área de Fisiologia do Envelhecimento que realizei entre os anos de 2008 e 2010, no evento dividi tal conhecimento com Mestres e Doutores, esses parabenizaram o estudo além da discussão que o mesmo gerou entre os congressistas.
     No mesmo dia, aconteceu o III Simpósio de Fisiologia do Exercício da Universidade São Judas Tadeu, neste tive a oportunidade de questionar um Professor que me respondeu com arrogância e mesmo assim nãos respondeu o que eu perguntei.
     Minha indignação está relacionada diretamente com tudo que passei durante esta pesquisa, aturar "pesquisadores" que nunca atuaram, conviver com pessoas que achama que entendem de Educação Física, as vezes ainda escutar coisas dessas pessoas que fogem da realidade.
Tive tanto reconhecimento em meu trabalho na apresentação de fiz no SICE,  mesmo reconhecimento não obtive em todo processo de desenvolvimento de minha pesquisa, acredito que isso se dê ao fato de não aceitar a mesmice, fazer o que todos fazem é fácil, porém essas merecem reconhecimento por quê?
     O fato é que me senti enojado por saber que minha pesquisa será apenas para preencher prateleiras de bibliotecas, assim como os outros trabalhos de pesquisas de "Ponta" que são realizadas na área de Fisiologia do Exercício.
     O Fato é que será que a Educação Física é apenas isso?
     Não, eu sei que não, nestes quatro anos de Graduação conheci todo tipo de Professores, alguns me mostraram realmente o que é Educação Física, à esses agradeço pelo carinho e dedicação com a área, aos demais, espero que seja possível repensarem a área.
     Por pior que tenha sido desenvolver tal pesquisa, hoje sei o que realmente quero estudar, e percebi que a Educação Física não pode ser fragmentada, porém é o que acontece em nossa área, porém como podemos realizar tal fragmentação se nossos alunos são Seres únicos, dessa forma, fica aqui meu desabafo.
     Hoje acredito na Educação Física, não por essa visão estúpida, mais sim por ter tido a oportunidade de ampliar meu conhecimento como deveria ser.
     Não quero encher prateleiras, mais sim, perceber que meu trabalho pode melhorar a atuação de outros.